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sábado, 10 de agosto de 2013

Algo em que acreditar



Devo eu a minha existência ao acaso?
Ou será o Criador um Pai ausente?       
Terá sofrido a sua omnipotência um atraso
Agonizando as dores da incerteza existente?

Mais uma vez no vazio afogar-me-ei,
A bruma do desespero o horizonte cobrirá
Vou pegar dúbia água da duvida e brindarei,
À chama da fé que ontem apaguei.

Eu sei que nada alcançarei,
A outra face para o soco da verdade darei.
Espero pelo fim do combate já derrotado,
No palco da vida finjo que em algo acreditei.

Se em Jesus não acreditar,
O que motivar-me-á a ser humano?
Se eu em Deus acreditar,
Como não sentirei algo Nele desumano?
Se nada existe além da sobrevivência
Onde se encaixa o pecado?
Do bem não poderá haver exigência,
Se o homem matar por estar esfomeado.

Preciso de algo em que acreditar…

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Inferno do Homem



Não é tanto pela sua omnipresença
Que a senhora da destruição é temida.
Divina bipolar dilaceradora da crença
De que de algum modo poder ser detida.

Entre nós desde os primórdios da criação.
Desafiando o Altíssimo Eva pegou a maçã proibida
Abdicando da eternidade cedeu à tentação,
Das entranhas do pecado a rainha ganhou vida.

Orgulhosa ímpia cujo apanágio é a destruição,
O veneno do medo coloca nas entranhas dos corajosos.
Questionando a lógica e desafiando a razão
Ao adiar o fim aos que por ele estão desejosos.

Nem mesmo o visionário do amor escapou
E nas garras dela o último suspiro entregou.
Em Gólgota pregado à cruz pelo Pai suspirou
Pelo perdão da assassina que a sua alma levou.